sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Livro Novo, Máscaras da Ilusão de Elizabeth George


Americana de Warren (Ohio), Elizabeth George narra, sem sotaque ianque, aventuras policiais na Inglaterra contemporânea, estreladas por grandes detetives, como a sargento Bárbara Havers, da New Scotland Yard, uma policial durona sempre disposta a enfrentar os casos mais escabrosos.
Em Máscaras da ilusão, Bárbara sai de férias para se recuperar de fraturas no nariz e em algumas costelas (resultado das aventuras do livro anterior, In the Presence of the Enemy, de 1996), e acaba se envolvendo na investigação de um misterioso assassinato de um jovem paquistanês no decadente balneário de Balford-le-Nez, em Essex. Ela se convence de que precisa ajudar seu vizinho Taymullah Azhar e, principalmente, sua filha Hadiyyah, uma adorável menina de dez anos. Os dois acabaram envolvidos no crime e sem a ajuda de um expert jamais conseguirão sobreviver. Preconceito, violência, intolerância e um romance proibido aos moldes de Romeu e Julieta enriquecem ainda mais a trama macabra.
Bárbara é uma mulher sozinha, pragmática, cuja melhor companhia é o aparelho de TV. Ela é do tipo que não sabe o que fazer de férias e desconhece tempo ocioso. Como é típico nos livros de Elizabeth George, o crime e a investigação dominam a história, que também inclui as tensas relações entre os ingleses e os imigrantes do Paquistão. Se o crime foi ou não racial, é apenas uma das questões que a policial terá de responder. Máscaras da ilusão é um romance com um morto e muitos culpados, talentosamente enredados pela escritora.
Seus livros são protagonizados por personagens marcantes, como o Inspetor Thomas Lynley e seu amigo Simon Allcourt St. James, um cientista forense, Deborah Cotter, a senhora Helen Clyde, além da sargento Bárbara Havers. Com enredos complexos e crimes surpreendentes, Elizabeth George se tornou uma das mais importantes escritoras policiais da atualidade. Ela conta que seu interesse pela literatura nasceu na infância, embora sua estréia só tenha ocorrido na maturidade. "Minha família não era rica. Então eu tinha de me voltar para o mundo da imaginação", explica. Aos sete anos já inventava histórias datilografadas numa velha máquina de escrever dada por sua mãe. Apesar da pouca idade, nessas páginas já havia suspense e mistério.

Nenhum comentário:

Postar um comentário